QUILOMBO DO CAMPO GRANDE

LADRÕES DA HISTÓRIA


Anotações para constarem da futura 2ª edição

Anotação de 30.12.2011
Para se chegar às medidas de que falam as pp. 122-123 e 288-289, consideramos como base de medida do passo comum ou geométrico as seguintes indicações:
Dicionário Aurélio:
Pé =  “Unidade de medida linear anglo-saxônica, de 12 polegadas, equivalente a cerca de 30,48cm do sistema métrico decimal e “Antiga unidade de medida de comprimento, equivalente a 12 polegadas [v. polegada (3)], ou seja, 33cm”.
Passo = “Antiga unidade de medida de comprimento, equivalente a cinco pés [v. pé (17)], ou seja, 1,65m. [Pl.: passos. Cf. paço, s. m., e Paços, antr.]”.
Confirmou-se na página "Antigas unidades de medida portuguesas" da Wikipédia que "Estes valores são, essencialmente, os estabelecidos pelo Rei D. Manuel I em 1495", os quais vigoraram mesmo até 1790. Medidas lineares:


Nome

Subdivide-se em

Valor em varas

Equivalência métrica

12 polegadas

3/10

0,33 m

Passo geométrico

5 pés

1 1/2

1,65 m

Porém, em 03.12.2011, o colega Lindiomar J. Silva, historiador de Bambuí-MG, nos trouxe as seguintes descobertas:
Referente à medida de um PASSO, relendo o roteiro da expedição de Pamplona, deparei-me com algumas medidas da ponte por ele construída sobre o rio São Francisco, medidas essas que podem clarear alguma coisa ou até mesmo elucidar os fatos. Vejamos.
Pag. 96: "...ua ponte no Rio de São Francisco declarada no diário, de trezentos[,] e tantos palmos de comprido e sessenta e tantos de altura, desde o lume d'agua até a estiva".
Meu entendimento: Quantos seria esses  "tantos" (trezentos e tantos palmos), na medida da ponte? suponhamos que sejam 310 palmos (310 X 0,22 = 68,20m)?
Pags, 99 e 100 "Daquí se expediram por ordem do dito Senhor as providências necessárias, e se entrou no rigoroso trabalho de conduzir as precisas (...)  de conduzir as precisas madeiras e logo formando a dita ponte a qual tem de comprido 95 passos e de altura 65 palmos pouco mais ou menos(,)..."
Assim, considerando-se as medidas em passos da Associação Nacional dos Cruzeiros:


Passo

Medida de comprimento múltipla do . O passo singelo podia ter 2, 2,5 e 3 pés consoante o uso. O passo dobrado era o dobro do singelo.
passo geométrico tinha 5 pés e era usado pelos geógrafos.

Medida linear inglesa usada nos meios marítimos ainda hoje em uso. Tem 12 polegadas e equivale aproximadamente a 30,5 cm.

Meu entendimento: considerando a medida média 2,5 X 30,5 = 76,25m.
Tomando a medida em palmos, temos uma ponte com 68,20m de extensão.
Considerando a medida do PASSO SINGELO (medio), temos 76,25m de extensão. Uma diferença de 8 metros (factível devido a dificuldade em se saber quantos palmos se referem ao "tantos
".
Como se vê, a partir de um empirismo lógico, pois haurido do próprio texto do Relatório de Pamplona, o brilhante colega comprovou o uso do passo singelo pelo Relatório, o qual, da mesma forma pode ter sido usado em seus índices 2, 2.5 ou 3 pés para compor as dimensões do croqui do Quilombo do Ambrósio. Optamos pela média.
Fizemos novos cálculos chegando à conclusão de que a Fortificação (o quadrilátero) do croqui do Quilombo do Ambrósio de Pamplona, considerando a medida 2,5 do passo singelo, caberia sim dentro da Ferradura de Ibiá-MG.
Vide matéria “O Croqui do Ambrósio de Pamplona pode NÃO ser maior que a sua Ferradura” no site do MGQUILOMBO:
               
Isto, porém, não resolveu o problema dos rumos da Gorita do Quilombo (Morro da Espia) e encurtou sua distância para menos de 500 metros da Fortificação, quando o correto é quase ou mais 2000 metros para a falsa e para a verdadeira Espia, respectivamente. Da mesma forma, essa descoberta do historiador Lindiomar não isenta Rafael Sanzio e seu grupo dos erros grosseiros que cometeram, pois nenhum sistema de medida alegaram até hoje (30.12.2011) para justificar terem “enfiado” o Quadrilátero dentro da Ferradura, sem se falar que atribuíram ao citado croqui de Pamplona a autoria de um tal “capitão França”, o que continua a acusá-los de imperícia na matéria “Quilombo do Ambrósio – Imperícia na Universidade Pública” de 11.07.2011.
            Tarcísio José Martins - 30.12.2011. 

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