A História de Minas que se Devolve ao Povo.


Errata

Com a divulgação pela Internet dos documentos manuscritos da Seção Colonial do APM e do AHU pela UnB, o próprio autor passou a aprofundar mais ainda suas pesquisas nos documentos com vistas a uma terceira edição deste livro. As novidades mais importantes as tem publicado no MGQUILOMBO.

Essas mesmas pesquisas estão lhe permitindo revisar as fontes e os textos dos documentos mencionados nas 1ª e 2ª edições do Quilombo do Campo Grande, cujos erros de transcrição e/ou interpretação passa a publicar nesta página.

1 - Sobre a preexistência de uma Capela em Bambuí-MG, antes daquela que Pamplona diz ter mandado construir em 1769:
            Na página 675, concluímos que:
“A tese acima é reforçada pela notícia de que em 28 de abril de 1760 (seis meses após o ataque feito por Bartolomeu) “certa quantia de negros calhambolas intentaram a lançar fogo à capela-mor de Santana do Bambuí (...)”que, então, já existia antes de Inácio Correia Pamplona, o mentiroso, ter iniciado sua construção como noticiou em 1769”. Idem páginas 698 e 757 do nosso livro.
Porém, constatamos que a data acima pode estar errada, pois, conferindo o documento APM SC 50, fls. 80 a 82v que indicamos, constatamos que não trata do fato acima afirmado. O documento que trata desta questão é uma carta do conde de Valadares a Pamplona, data de 28 de abril, mas, de 1770, que pode ser aferido em APM SC 176, fls. 39 e verso. Porém, continuamos a pesquisar o assunto.
No entanto, há indícios de que já havia mesmo, em Bambuí, uma capela anterior à de Pamplona, visto que Dom Frei Domingos da Encarnação, prestando uma atestação para Pamplona em 08.01.1781, afirmou que ele fizera “edificar uma nova capela”. In AHU-ACL-N-MG doc. 66609. Temos a impressão, outrossim, que há outro documento, o qual, no entanto, erramos quanto à sua indicação. Continuamos a pesquisar.

2 – Informação sobre “... assassinatos, com requintes de crueldade, indo desde o corte de orelhas até, possivelmente, o castramento, inclusive de homens brancos”. P. 73 do livro.
            A conclusão sobre “castramento” está errada, pois se baseou no documento APM SC 130, fls. 29v, onde uma colega traduziu a palavra “culpados” por “cepados”, que nos anos setecentos significava castrados, p. 799 do livro, nos levando, no contexto, ao erro de interpretação acima glosado.
            No entanto, a história dos dois moços brancos, Antônio Pacheco e Antonio Leite, acusados na correspondência de 31.08.1760 e em outras de avisarem os quilombolas da partida de expedições contra eles, é mesmo muito mais interessante Estamos pesquisando mais e, assim que tivermos conclusão completa e segura, publicaremos aqui nesta página e no MGQUILOMBO.


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