Esgotada em papel, a segunda edição desse livro (publicada em setembro de 2008) foi disponibilizada em e-book, gratuitamente, no site do MG QUILOMBO em maio de 2010, sendo, pois, o livro do autor mais lido e divulgado até hoje, referido que é em dezenas de sites e em muitas outras dezenas de livros. Assim, o autor resolveu disponibilizar sua terceira edição, revisada e aperfeiçoada, na 25ª Bienal Internacional do Livro, em São Paulo/SP, no período de 03 a 12 de agosto de 2018. ISBN 978-85-920654-3-0; CDU 94 (815.1).

A primeira edição de 318 páginas, com o título Quilombo do Campo Grande – A História de Minas Roubada do Povo, foi impressa e publicada em 1995 pela editora a Gazeta Maçônica, com registro na Fundação Biblioteca Nacional – FBN, no 220.424 – Livro 84, de 10.01.2001.

A presente terceira edição, aprofundada e ampliada, confirma em suas 1032 páginas praticamente tudo que se afirmou na primeira e na segunda, indicando suas fontes majoritariamente primárias em notas de rodapé, com o objetivo de propiciar a aferição e o aprofundamento no estudo, a ponto de justificar e confirmar a mudança do subtítulo da primeira edição para “História de Minas que se Devolve ao Povo”.

Sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais desde 2002, o autor levou às últimas consequências o dístico de Elisée Réclus adotado por esse Sodalício da História Mineira de que “A História é a Geografia no tempo; a Geografia é a História no espaço”. Esta edição não tem fotos e nem gravuras. Mas as imagens cartográficas que cita e discute podem ser vistas, aferidas e copiadas no site do MG QUILOMBO. Apesar de ter se desligado do IHGMG, o autor manteve a mesma capa da segunda edição, com seu selo de ouro, em homenagem aos presidentes eméritos Celso Falabella e Jorge Lasmar que autorizaram a sua utilização.

Em 2011, mesmo residindo em São Paulo, o autor foi feito sócio efetivo do Instituto, ao que agradecerá eternamente ao grande confrade Jorge Lasmar. Por que o autor se desligou? Em 2017, tendo saído ou falecido muitos dos confrades progressistas, a diretoria da Entidade foi tomada por confrades que demonstraram muito desprezo à Cultura e a História do Negro em Minas Gerais e, pela mesma razão, ante a dissimulada e desleal oposição do então presidente, Aluízio Alberto da Cruz Quintão, o historiador solicitou seu desligamento daquele sodalício em 24.04.2017. Seu pedido foi deferido em 09.05.2017, admitindo as razões alegadas e, portando, confessando tacitamente o atual "muito desprezo à Cultura e a História do Negro em Minas Gerais" do IHGMG, pois falaram pela entidade.

Este livro contém fatos e interpretações que o leitor provavelmente não conhece. Recomenda-se que a primeira leitura seja feita do começo ao fim, pois, só assim, desvendada a sistematização em nível macro, é que as consultas pontuais irão redundar na percepção dos detalhes escondidos pelas versões antigas que sucumbirão ao inusitado de um desconhecido todo.

            Confira. O autor – 2008-2018.

 

PREFÁCIO DE CELSO FALABELLA E JORGE LASMAR FEITO À 2ª EDIÇÃO EM SETEMBRO DE 2008

 

Quilombo do Campo Grande - História de Minas que se Devolve ao Povo, de Tarcísio José Martins, já consagrado por outros trabalhos de pesquisas, é uma obra polêmica, eis que, baseada em documentação recolhida em fontes primárias, busca mostrar outra face de acontecimentos ocorridos nas Minas Gerais do Século XVIII.

Cioso do que escreve, teve a preocupação de transcrever na íntegra a papelada pacientemente examinada, se lhe não bastassem as mais de duas mil setecentas notas de rodapé!

Não é fácil escrever sobre os Quilombos de Minas que exauriram as forças de Gomes Freire de Andrade, 1º conde de Bobadela, então governador da Capitania.

Uma espécie de cortina, por anos e anos deixou à margem os quilombos das Gerais e, principalmente, o do Campo Grande, questionável até quanto à sua localização.

Abriu-a Tarcísio José Martins ao seu jeito: busca da verdade.

Em fontes primárias, confrontação com o que foi escrito sobre a matéria e as conclusões a que chegou, tudo isso em 1032 páginas!

Obra de titã, merecedora de análise, julgamento e respeito por quantos buscam reconstituir a História de nossa terra.

Tarcísio José Martins, em edição ampliada, devolve ao povo, especialmente das Minas Gerais, grande parte da sua História.

Antes, com MOEMA, As Origens o Doce, o ilustre historiador levantou o passado de sua terra natal, trouxe a luz necessária para esclarecer o intrigante episódio dos quilombos.

É admirável o cuidado do historiador na pesquisa séria nas origens e no desenvolver dos Quilombos, procurando restabelecer a verdade e a importância do negro na História de Minas e do Brasil.

As Origens do Doce é poesia, é História que ameniza excelente trabalho do Tarcísio.

Em Quilombo do Campo Grande - A História de Minas Roubada ao Povo, edição de 1995, Tarcísio José Martins aparece de modo incisivo, agressivo até, no seu propósito de estabelecer a verdade.

Tomado de justa ira, vem combatendo, sincera e lealmente, os equívocos e os erros, propositados ou não, que se institucionalizaram na História dos Quilombos.

Essa sua lealdade e firmeza de propósitos que enfrentam a luta inglória da incompreensão, como o herói de Cervantes, obtêm o mérito inquestionável que o historiador aspira: ser sincero consigo e com a realidade.

Tarcísio surpreende sempre. Procura fundamentar e comprovar suas afirmações; no novo livro, não fica em conjecturas ou fantasiosas histórias, as notas de rodapé, mais de duas mil e setecentas, as fontes pesquisadas reforçam nossas afirmativas e dão inusitado valor ao livro Quilombo do Campo Grande – História de Minas que se Devolve ao Povo.

Para se ter uma simples ideia do pesado trabalho do autor, basta lembrar que a História do Brasil, de Pedro Calmon, tem setenta e uma páginas para bibliografia, autores, obras e documentos citados.

Cada página do Quilombo do Campo Grande é uma surpresa para o leitor.

A História de Minas Gerais e do Brasil ganhou uma obra de extraordinário valor, descobriu documentos até então no esquecimento ou mal divulgados, agora ao alcance de qualquer pesquisador ou interessado na História dos Quilombos.

Aqueles que assimilaram de boa-fé, ao longo do tempo, os lugares comuns e repetitivos da História que sempre nos impingiram, terão oportunidade de rever fatos e redirecionar conceitos tidos como certos ou verdadeiros.

Além da farta bibliografia e grande acervo documental, Tarcísio se mantém dentro dos parâmetros da plausibilidade, não perde a seriedade de vista e foge da ficção histórica.

Merece o reconhecimento dos seus amigos e da crítica séria que, certamente, virá quando se examinar o tormentoso tema - Quilombos - dentro da nova realidade exposta por Tarcísio.

Belo Horizonte, setembro de 2008.

Celso Falabella de Figueiredo Castro

Do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais

(*17.12.1914 - + 28.11.2017)

Jorge Lasmar

Do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais

(*09.05.1920 - + 25.02.2016)

Agradecemos a divulgação feita por

Simão Souindoula no JORNAL DE ANGOLA

Site MANIFESTO

Estamos à espera de suas críticas e sugestões, abrindo desde já nossa página de ERRATA.

Este livro está à venda exclusivamente na Loja Virtual da  MG QUILOMBO Editora